Atores de um papel só

Os estúdios hollywoodianos possuem um pacto com a platéia: os gêneros cinematográficos. Antes de saber a sinopse da obra, você vê se é ação, drama, comédia romântica, terror, etc e já pode dizer algumas coisas sobre o que irá assistir. Se for ação, provavelmente terá um homem destemido (às vezes, inverossivelmente, imortal), explosões e sequências de perseguição. O reconhecimento desses elementos, como a trama, o cenário, o figurino, os personagens é o que faz o filme pertencente a um gênero.

É cômodo assisti-los porque já sabemos que nossa satisfação estará garantida. Uma informação essencial na hora de fazer aquela escolha difícil: qual filme eu vou assistir?

Às vezes, identificamos o gênero pelo ator que protagoniza a obra. Se o filme é do Vin Diesel, você imagina o que? Romance?

Os atores sempre tentam sair de sua zona de conforto, querendo mostrar para o mundo como são ecléticos e versáteis. Aqueles que não quebram as barreiras dos estereótipos, perdem seu espaço depois que o gênero sai de moda. Muitos ficam estigmatizados por se tornarem “atores de um papel só” e ainda ficam perdem a oportunidade de mostrarem para o público, a crítica e seus colegas de trabalho que são “atores sérios”.

É claro que essa regra não é geral, e muitos astros e estrelas de hollywood associados a um único gênero, se tornaram geniais para nós.

Aqui vão alguns nomes que sempre associamos a um gênero específico para o bem ou para o mal.

– Impossível pensar em Humprey Bogart sem seu trench coat e chapéu, fumando um cigarro. Bogart era o cara dos filmes de gângsters ou film noir. Mas mesmo se o filme fosse de um outro gênero, ele fazia o mesmo personagem: um cara sério, rude com quem tentava se aproximar, com ar superior, perigoso (às vezes) e sem tempo para sentimentalismos. Entretanto, ele não era um vilão, somente um herói incompreendido, que a platéia adorava, principalmente quando ele se envolver pelo seu par romântico. Afinal, os brutos também amam. E era a atuação de Bogie que trazia isso. Por mais imoral que o personagem fosse, a interpretacão do ator mostrava seu lado sensível, mesmo que de forma suave, com um olhar, uma respiração um gesto.

Por isso, Bogart ficou lembrado como um dos maiores atores (e não somente um astro) do cinema Hollywoodiano.

Falcão Maltês (“The Maltese Falcon”) – Direção: John Huston, 1941, EUA. 

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– E o que falar de Fred Astaire e Gene Kelly? Sapateadores, cantores, galanteadores, homens felizes que sabiam como tratar uma garota e como uma música alegre pode sumir com a tristeza. O uniforme de Fred era um smoking, cartola e sapatos elegantes para sapatear. Geralmente, se interessava por uma mulher mais nova e a tratava quase como um “professor” cheio de carinho. Um cara mais velho, sincero, sensível, alegre e talentoso. Gene já não era tão elegante assim, camisa polo, sweater, calças mais confortáveis para dançar e entreter.

 A Roda da Fortuna (“The Band Wagon”) – Direção: Vincente Minelli, 1953, EUA.

Cantando na Chuva (“Singing in The Rain”) – Direção: Stanlen Donen e Gene Kelly, 1952, EUA.

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– Molly Ringwald era aquela ruivinha famosa dos filmes adolescentes dos anos 80. Já sabe quem é? Molly estava em quase todos os filmes do diretor John Hughes, que falava sempre sobre os dilemas dos adolescentes americanos de uma forma divertida e que, de fato, conseguiu a identificação do público alvo. Ela tentou outros papéis, mas ninguém sabe quais são.

 O Clube dos Cinco (“The Breakfast Club”) – Direção: John Hughes, 1985, EUA.

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– Meg Ryan estrelou as comédias românticas dos anos 90 e nunca será esquecida por isso.  Quem não gosta de Meg Ryan? Quem não torceu para Meg Ryan ficar com seu verdadeiro amor no final? E quem não se cansou de Meg Ryan?

Mensagem Para Você (“You’ve Got Mail”) – Direção: Nora Ephron, 1998, EUA.

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– Arnold Schwarzenegger (segundo o IMDB é assim) ficou famoso pelos filmes que destacavam seus músculos, como “O Exterminador do Futuro”. Porém, é impossível esquecer que ele se aventurou em outros gêneros e ficou marcado por isso. Em “Um Tira no Jardim de Infância” ele era um policial que se disfarçava de professor do jardim para capturar um bandido e em “Junior”, ele era um médico que engravidada, dentre outras aventuras de Arnold.

Interessante reparar que um ator reconhecido por seus personagens fortes, destruidores e viris, rompe com esse paradigma ao estrelar duas comédias em que ele precisa desenvolver lado sensível, carinhoso, protetor e até feminino para atingir seu objetivo.

O Exterminador do Futuro (“The Terminator”) – Direção: James Cameron, 1984, EUA.

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