Mês: abril 2014

“We’ll always have Paris.”

casablanca
Créditos: BluScreens

Casablanca – Direção: Michael Curtiz. 1942. EUA.

Anúncios

O Medo Comunista em Hollywood – Parte 2

Veja a parte 1 aqui.

ALIANÇA EUA-URSS
Durante o período de aliança entre EUA e URSS na Segunda Guerra, alguns filmes pró-União Soviética foram produzidos. Com chegada da Guerra Fria, a URSS virou o maior inimigo americano. Esses filmes foram considerados propagandas comunistas e muitos tiveram que ser reeditados, para mostrar um outro ponto-de-vista.

tender comradeMulheres de Ninguém (“Tender Comrade”). Créditos: A Certain Cinema.

Baseado em relatos reais, Missão em Moscou (“Mission to Moscow”) narra as impressões de um embaixador americano que volta da URSS com uma visão pró-União Soviética e em defesa de Stalin.
Canção da Rússia (“Song of Russia”) conta uma história de amor entre um americano e uma Russa antes da invasão alemã. Esse filme foi considerado subversivo porque mostra os Russos como pessoas alegres que sorriam.
Mulheres de Ninguém (“Tender Comrade”) apresenta uma protagonista grávida que trabalha em um fábrica enquanto o marido luta na Guerra. Ela passa a morar com outras mulheres americanas dividindo tudo igualmente, esperando os maridos retornarem da Guerra. O senso de coletivo daquelas mulheres proletárias foi visto como uma propaganda comunista.
A questão da divisão igual de bens e as noções de trabalho coletivo também aparecem em A Estrela do Norte (“North Star”). O filme mostra a resistência de agricultores ucranianos que vivem em fazendas coletivas, numa cidade pequena invadida pelos nazistas.

PROPAGANDA ANTI-COMUNISTA
O “medo vermelho” tomou conta da sociedade americana, e Hollywood aderiu a causa anti-comunista. Os filmes retratavam os terrores da sociedade soviética, as dificuldades da vida socialista e os crimes de Guerra cometidos pelos Russos.

pier13Nuvens de Tempestade (“The Woman on The Pier 13”). Créditos: DVD Beaver.

Em Aventura Perigosa (“Big Jim McLaine”), dois investigadores da HUAC perseguem comunistas no Havaí.
Nuvens de Tempestade (“The Woman on The Pier 13”), mostra um homem recém-casado, que, no passado, se afiliou ao Partido Comunista. Agora, os membros do partido o chantageiam para conseguirem o que querem. O primeiro título do filme inglês seria “Eu Casei com um Comunista” (“I Married a Communist”) mas o estúdio resolver colocar um título menos polêmico.
Em A Sombra da Noite (“Night People”), Gregory Peck vive um agente da CIA trabalhando na Berlim Oriental, que precisa fazer uma perigosa negociação com os comunistas.

communistPoster de Nuvens de Tempestade (“The Woman on The Pier 13”) com o título alternativo “Eu Casei com um Comunista” (“I Married a Communist”). Créditos: Wikipedia.

IMPACTOS DA LISTA NEGRA
Com a política de investigação conhecida como “Macartismo”, o governo americano interrogava diversos cidadãos que poderiam ter ligações com o Partido Comunista. Hollywood não ficou de fora, e diversos profissionais da indústria foram convocados a se apresentar perante um comitê especial. Cooperar com as investigações significava denunciar conhecidos. Quando um interrogado se recusava a dar nomes, entrava para a lista negra definitivamente, e não conseguia mais encontrar emprego no cinema.

waterfrontSindicato dos Ladrões (“On The Waterfront”). Créditos: DVD Beaver.

O diretor Elia Kazan, o roteirista Budd Schulberg e o ator Lee J. Cobb foram delatores conhecidos no Macarstimo. Após serem muito criticados por sua ação, eles fizeram o filme Sindicato dos Ladrões (“On The Waterfront”), que procura justificar o ato da delação. O filme foi um grande sucesso de público e crítica, tendo sido indicado a 12 Oscars, e ganhado 8, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção.
Kazan ainda dirigiu Viva Zapata! com roteiro de Lester Cole, um dos “Dez de Hollywood” que foi preso antes de terminá-lo. Viva Zapata! é uma cinebiografia do revolucionário mexicano, Emiliano Zapata.
Após sair da prisão, um dos “Dez de Hollywood”, Herbert Biberman dirigiu Sal da Terra (“Salt of the Earth”), sobre uma greve de mineiros no Novo Mexico. O filme é quase um documentário, com apenas cinco atores e o restante do elenco sendo formado pelos habitantes locais e mineiros. A equipe era formada por diversos profissionais do cinema enquadrados na lista negra, como o roteirista Michael Wilson, o produtor Paul Jarrico, dentre outros, incluindo o próprio diretor. O filme foi considerado subversivo, uma propaganda comunista, entrou para a lista negra e sofreu boicote tanto do público quanto por grande parte dos donos de cinemas que se recusaram a exibi-lo.

zapataViva Zapata! Créditos: DVD Beaver.

 DECLÍNIO DO MACARTISMO
O Macartismo começou a perder sua popularidade em meados da década de 50 e Hollywood pôde revidar. Foram produzidos filmes que condenavam o período de “Caça as Bruxas” diretamente ou de forma metafórica. Os artistas e técnicos da lista negra voltaram a aparecer nos créditos dos filmes. E as investigações da HUAC começaram a perder o apoio popular.

spartacusSpartacus. Créditos: DVD Beaver.

O Despertar das Tormentas (“Storm Center”) estrelando Bette Davis criticava claramente o terror propagado pelo Macartismo e pela Huac. No filme, o Comitê exige que uma bibliotecária retire o livro “O Sonho Comunista” (“The Communist Dream”) da coleção da biblioteca. Ela se recusa a fazer isso, então é demitida e taxada de subversiva.
Charlie Chaplin foi um dos mais famosos artistas a integrarem a Lista Negra de Hollywood. Vivendo na Europa, escreveu, dirigiu e protagonizou Um Rei em Nova York (“A King In New York”) em 1957. O filme é uma crítica do artista a histeria da Era McCarthy e teve boa repercussão na Europa, mas quase nenhuma distribuição nos EUA.
Em 1960, o ator Kirk Douglas fez questão que o nome de Dalton Trumbo entrasse nos créditos do filme Spartacus. Aquela atitude ajudaria a acabar com a Lista Negra. Era a primeira vez que Trumbo aparecia nos créditos do filme, antes ele usava o nome Sam Jackson. Algumas pessoas protestavam na frente do cinema. O Presidente Kennedy ultrapassou os protestos, assistiu ao filme e disse que gostou. Esse ato garantiu a popularidade de Spartacus.

kinginnewyorkUm Rei em Nova York (“A King In New York”). Créditos: DVD Beaver.

RETRATOS DA ÉPOCA
A partir da década de 70, diversos filmes foram produzidos com os temas: Comunismo, Macartismo, Caça as Bruxas e Lista Negra. Até hoje, o período é visto como um dos mais sombrios da história americana. O sindicato dos roteiristas continuam se esforçando para creditar nomes da lista negra em seus trabalhos.

redsReds. Créditos: DVD Beaver.

Em Testa de Ferro Por Acaso (“The Front”), Woody Allen é Howard Prince, um apostador que tem um amigo roteirista. O amigo está na lista negra, então Prince aceita que ele assine usando seu nome nos roteiros, ganhando, em troca, parte de seu salário. O filme contou com vários nomes listados, cujo ano em que foram listados aparece nos créditos finais.
Warren Beatty interpreta o jornalista John Reed em Reds. Reed era um socialista e escreveu o livre “Dez Dias que Abalaram o Mundo” (“Ten Days that Shook the World”), em que ele narra os eventos da Revolução Russa e divulga para o mundo espírito coletivo dos soviéticos.
Nosso Amor de Ontem (“The Way We Were”) fala de um casal, interpretado por Robert Redford e Barbara Streisand, com diferentes visões políticas. A relação dos dois é marcada pelo período do “Medo Vermelho”, dos anos 30 até os anos 60. Redford também participou do filme Três Dias do Condor (“Three Days of Condor”) que criticava algumas ações do Governo Americano, através da CIA.

goodnightandgoodluckBoa Noite e Boa Sorte (“Good Night and Good Luck”). Créditos: DVD Beaver.

Culpado por Suspeita (“Guilty by Suspicion”) e Boa Noite e Boa Sorte (“Good Night and Good Luck”) são dois exemplos mais recentes que retratam a era Macartista. No primeiro, Robert De Niro interpreta um diretor que precisa delatar colegas de trabalho para não ficar desempregado. E o segundo, mostra a queda do senador McCarthy, a partir do empenho de um jornalista em derrubá-lo.

 

Missão em Moscou (“Mission to Moscow”) – Direção: Michael Curtiz. 1943.

Canção da Rússia (“Song of Russia”) – Direção: Gregory Ratoff e Laslo Benedek.

Mulheres de Ninguém (“Tender Comrade”) – Direção: Edward Dmytryk

A Estrela do Norte (“The North Star”) – Direção: Lewis Milestone. 1943.

Aventura Perigosa (“Big Jim McLaine”) – Direção: Edward Ludwig. 1952.

Nuvens de Tempestade (“The Woman on Pier 13”) – Direção: Robert Stevenson. 1949.

A Sombra da Noite (“Night People”) – Direção: Nunnally Johnson. 1954.

Sindicato dos Ladrões (“On The Waterfront”) – Direção: Elia Kazan. 1954.

Viva Zapata! – Direção: Elia Kazan. 1952.

Sal da Terra (“Salt of the Earth”) – Direção: Herbert J. Biberman. 1954.

O Despertar das Tormentas (“Storm Center”) – Direção: Daniel Taradash. 1956.

Um Rei em Nova York (“A King In New York”) – Direção: Charles Chaplin. 1957.

Spartacus – Direção: Stanley Kubrick. 1960.

Testa de Ferro Por Acaso (“The Front”) – Direção: Martin Ritt. 1976.

Reds – Direção: Warren Beatty. 1981.

Nosso Amor de Ontem (“The Way We Were”) – Direção: Sydney Pollack. 1973.

Três Dias do Condor (“Three Days of Condor”) – Direção: Sydney Pollack. 1975.

Culpado por Suspeita (“Guilty by Suspicion”) – Direção: Irwin Winkler. 1991.

Boa Noite e Boa Sorte (“Good Night and Good Luck”) – Direção: George Clooney. 2005.

O medo comunista em Hollywood – parte 1

O comunismo sempre fora um um alvo do governo americano. Em 1918, criaram o Comitê de Atividades Anti-Americanas, conhecido como HUAC (House Committee on Un-American Activities) para investigar possíveis membros do Partido Comunista, simpatizantes e evitar qualquer tipo de prática e disseminação de idéias comunistas nos EUA.

Nos anos 40, a HUAC começou a buscar ligações entre a indústria do cinema e o Partido Comunista, com medo de que os filmes servissem como propaganda comunista. Um antigo membro do partido comunista teria apresentado uma lista com o nome de 42 integrantes de Hollywood, dentre eles Humprhey Bogart e Katherine Hepburn que poderiam ser simpatizantes do partido. Após se apresentarem perante o comitê, todos foram liberados pelo presidente do HUAC, exceto o ator Lionel Stander, de Nasce Uma Estrela (“A Star is Born”), demitido pelo estúdio após o episódio. Ainda assim, a HUAC não dispensou Hollywood tão fácil de suas investigações.

hollyten12Créditos: Tagg.com

Em 1947, a HUAC criou uma lista negra apontando 43 nomes de atores, diretores, produtores e, principalmente roteiristas, ligados ao Partido Comunista. Dentre eles, onze foram intimados a se apresentarem perante o HUAC, e dez se negaram a depor. O único que concordou em responder as perguntas do comitê foi o dramaturgo Bertolt Brecht.

Ficaram conhecidos como “Os Dez de Hollywood”. Todos se recusaram a responder a pergunta: “Você é ou já foi um membro do Partido Comunista?” e apelaram pela Primeira Emenda que confere o direito a liberdade de expressão. Essa tentativa de nada adiantou e os dez foram citados por desrespeito ao congresso, sob pena de reclusão. Eram eles:

RING LARDNER JR., roteirista de Laura e A Mulher do Dia (“The Woman of the Year”).
JOHN HOWARD LAWSON, roteirista de Comboio para o Leste (“Action in the North Atlantic”).
ALBERT MALTZ, roteirista de Alma Torturada (“This Gun for Hire”)
SAMUEL ORNITZ, roteirista de Fugitivos do Terror (“Three Faces West”)
ADRIAN SCOTT, produtor de Até a vista, querida (“Murder, My Sweet”) e Rancor (“Crossfire”)
DALTON TRUMBO, roteirista de Mortalmente Perigosa (“Gun Crazy”)
ALVAH BESSIE, roteirista de Um Punhado de Bravos (“Objective Burma”)
EDWARD DMYTRYK, diretor de Até a vista, querida (“Murder, My Sweet”) e Rancor (“Crossfire”)
HERBERT BIBERMAN, diretor e roteirista de Os Super Homens (“The Master Race”)
LESTER COLE, roteirista de Viva Zapata!

hollyten02Nove dos “10 de Hollywood”. Créditos: UCLA Library

O caso dos “Dez de Hollywood” gerou dois movimentos opostos envolvendo os trabalhadores de Hollywood.

Humphrey Bogart, Lauren Bacall, John Huston, dentre outras personalidades fundaram o Comitê Pela Primeira Emenda (Comittee for the First Amendment) para protestar contra o ataque da HUAC a Hollywood e, principalmente, em defesa dos “Dez”. Houve ainda um documento com 204 assinaturas defendendo os “Dez de Hollywood”,

Entretanto, a MPAA (Motion Picture Association of America), associação que reunia todos os grandes estúdios de Hollywood, anunciou que demitiria os “Dez” sem pagamento, e não os contrataria até que se declarassem não-comunistas. Isso valeria também para outros que apareceressem na lista negra.

A causa anti-comunista tinha apoio de diversos nomes da indústria. Walt Disney fundou o MPA (Motion Picture Alliance for the Preservation of American Ideals), numa tradução literal, Aliança de Filmes Pela Preservação dos Ideais Americanos. Barbara Stanwick, Gary Cooper, Cecil B. DeMille, Ginger Rogers, Ronald Reagan, John Wayne, King Vidor, dentre outros também integravam a organizacão, que tinha como objetivo impedir que as idéias comunistas e fascistas atingissem a indústria.

hollyten13Humphrey Bogart e sua mulher, Lauren Bacall lideram uma passeada contra as investigações da HUAC. Créditos: MSN

Em 1950, os dez foram presos pelo crime de desrespeito ao congresso. Naquela década, a lista negra continuou crescendo não apenas em Hollywood. O medo do comunismo cresceu com o surgimento da figura do Senador McCarthy e instaurou-se uma política de perseguição a qualquer um que demonstrasse simpatizar com o comunismo. Esse período ficou conhecido como Macartismo ou “Caça as Bruxas”, que, hoje em dia, se tornou sinônimo de perseguição políticas e práticas anti-democráticas.

O pânico se instaurou em Hollywood, entrar para lista negra não era difícil, e significava o fim da carreira. Todos queriam se certificar de que não seriam considerados simpatizantes. Humphrey Bogart, por exemplo, escreveu um artigo afirmando que ele não era comunista. Vários trabalhadores da indústria do Cinema foram chamados para depor, alguns denunciavam amigos para poder se livrar das acusações e os que se recusavam a coolaborar perdiam o emprego.

O diretor Edward Dmytryk, um dos “Dez”, pode sair antes da prisão, ao se declarar um comunista arrependido e delatar alguns nomes. O diretor Elia Kazan também delatou conhecidos e colegas de trabalho, acabando com suas carreiras. Um deles foi o ator John Garfield, de O Destino Bate à Sua Porta (“The Postman Always Rings Twice”) e A Luz é Para Todos (“Gentleman’s Agreement”), que não aguentou a pressão de estar na lista negra e morreu de infarte em 1952.

hollyten05Créditos: UCLA Library

Carl Forman escreveu também o roteiro de Matar Ou Morrer (“High Noon”), um filme que simbolizava a “caça as bruxas” e, considerado até hoje, um dos maiores faroestes. O xerife de uma cidade do oeste tenta convencer a população de uma cidade a lutar contra um assassino que ele prendeu há anos e que está de volta para se vingar. Entretanto, todos o abandonam e ele precisa se defender sozinho. Forman entrou para a lista negra logo depois.

Para driblar a falta de emprego, os profissionais saíram do país para trabalhar em produções internacionais e houve, ainda, alguns casos de suicídios.

Os roteiristas que estavam na lista negra tinham outras alternativas: escreviam utilizando pseudônimos ou dando créditos a outros amigos da indústria. Foi o caso de Dalton Trumbo, um dos “Dez” que não levou crédito por ter trabalhado no roteiro de A Princesa e o Plebeu (“Roman Holliday”) até 2011, 60 anos depois da estréia do filme. Carl Forman e Michael Wilson, ambos listados, escreveram A Ponte do Rio Kwai (“The Bridge on the River Kwai”) às escondidas. O filme ganhou o Oscar de “Melhor Roteiro Adaptado”, mas quem o recebeu foi o autor francês do romance que originou o filme, Pierre Boulle, que não falava inglês.

highnoon02Imagem do filme Matar Ou Morrer.  Créditos: DVD Beaver.

(CONTINUA)

 

Nasce Uma Estrela (“A Star is Born”) – Direção: William A. Wellman e Jack Conway. 1937. EUA.

Laura – Direção: Otto Preminger. 1944. EUA.

A Mulher do Dia (“The Woman of the Year”) – Direção: George Stevens. 1942. EUA.

Comboio para o Leste (“Action in the North Atlantic”) – Direção: Lloyd Bacon, Byron Haskin e Raoul Walsh. 1943. EUA.

Alma Torturada (“This Gun for Hire”)– Direção: Frank Tuttle. 1942. EUA.

Fugitivos do Terror (“Three Faces West”) – Direção: Bernard Vorhaus. 1940. EUA.

Até a vista, querida (“Murder, My Sweet”) – Direção: Edward Dmytryk. 1944. EUA.

Rancor (“Crossfire”) – Direção: Edward Dmytryk. 1947. EUA.

Mortalmente Perigosa (“Gun Crazy”) – Direção: Joseph H. Lewis. 1950. EUA.

Um Punhado de Bravos (“Objective, Burma!”) – Direção: Raoul Walsh. 1945. EUA.

Os Super Homens (“The Master Race”) – Direção: Herbert J. Biberman. 1944. EUA.

Viva Zapata!– Direção: Elia Kazan. 1952. EUA.

O Destino Bate à Sua Porta (“The Postman Always Rings Twice”) – Direção: Tay Garnett. 1946. EUA.

A Luz é Para Todos (“Gentleman’s Agreement”) – Direção: Elia Kazan. 1947. EUA.

 A Princesa e o Plebeu (“Roman Holliday”) – Direção: William Wyler. 1953. EUA

A Ponte do Rio Kwai (“The Bridge on the River Kwai”) – Direção: David Lean. 1957. EUA.

Matar Ou Morrer (“High Noon”) – Direção: Fred Zinnemann. 1952. EUA.