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Billy Wilder – alguns filmes

Depois de falar da biografia do diretor e roteirista Billy Wilder (nesse post), abaixo seguem alguns de seus principais filmes. É difícil escolher somente alguns títulos, já que a carreira desse diretor está repleta de obras marcantes e inovadoras, mas aqui vão alguns:

Pacto de Sangue (“Double Indemnity”) – Direção: Billy Wilder, 1944, EUA.
Pacto de Sangue é um dos principais (se não o principal) filmes do gênero noir. Uma mulher seduz um vendedor de seguros para que ele mate o marido dela, e os dois fiquem com o dinheiro do seguro. A atmosfera pessimista, o caráter ambíguo dos personagens, e a trama perversa e sensual deram o tom para diversos outros filmes do gênero e marcaram Wilder como um excelente diretor.
O filme recebeu sete indicações ao Oscar, mas não ganhou nenhuma, incluindo “Melhor Direção” para Billy Wilder e “Melhor Roteiro” para Billy Wilder e Raymond Chandler.

double02Créditos: DVD Beaver

Farrapo Humano (“The Lost Weekend”) – Direção: Billy Wilder, 1944, EUA.
Até então, as cenas com bebida alcóolica no cinema apareciam sempre de uma forma cômica, com o personagem bebendo até cair. Nesse filme, Billy Wilder mostra um retrato sombrio e angustiante do alcoolismo, mostrando desespero de um homem que tenta se recuperar do vício, mas está sempre caindo em tentação. A indústria de bebidas alcóolicas ficou com medo da reação do público após o filme e tentou impedir sua exibição, mas a Paramount (na época, Wilder era contratado do estúdio) decidiu lançar o filme que foi um grande sucesso.
Farrapo Humano foi indicado a sete Oscar e ganhou nas categorias: “Melhor Filme”, “Melhor Ator” para Ray Milland, “Melhor Roteiro” para Billy Wilder e Charles Brackett, e “Melhor Direção” para Billy Wilder.

lostweekend01Créditos: DVD Beaver

Crepúsculo Dos Deuses (“Sunset Boulevard”) – Direção: Billy Wilder, 1950, EUA.
Um roteirista iniciante fica hospedado na casa de uma atriz decadente que foi uma estrela do cinema mudo. Ela o contrata para trabalhar no roteiro de um filme que promete ser seu grande retorno, porém, a relação entre os dois se torna cada vez mais estranha, na medida que o comportamento da atriz é enlouquecedor.
Com certeza, Crepúsculo Dos Deuses é um dos principais filmes americanos pelos diálogos inteligentes, personagens instigantes e pela temática: o lado sombrio e nada glamuroso de Hollywood. Uma das cenas mais famosas do filme, e que ficou marcada na história do cinema, é o final em que Norma confunde as câmeras dos jornalistas com o set de seu filme e diz “All right, Mr. DeMille. I’m ready for my close-up”. (“Tudo certo, Mr. DeMille. Estou pronta para meu close-up”).
O filme recebeu onze indicações ao Oscar, incluindo “Melhor Filme” e “Melhor Direção”, e venceu em três: “Melhor Direção de Arte – preto e branco”, “Melhor Trilha Sonora” e “Melhor Roteiro” para Billy Wilder, Charles Brackett e D.M. Marshman Jr.

crepusculodosdeuses01Créditos: DVD Beaver

A Montanha dos Sete Abutres (“Ace in The Hole”) – Direção: Billy Wilder, 1951, EUA.
Billy Wilder revela toda sua descrença na humanidade nesse filme. Um jornalista fracassado vê a grande oportunidade de sua carreira ao encontrar um homem preso em uma mina. Ao invés de ajudar a vítima, ele consegue adiar seu resgate, explorando o evento ao máximo em matérias sensacionalistas.
A trama é inspirada em um evento real, quando um homem ficou soterrado em uma caverna e a imprensa transformou aquilo num circo. Por conta disso, A Montanha dos Sete Abutres foi um fracasso de bilheteria e os jornais o chamaram de “anti-americano”, todos acharam que era uma crítica de Billy (austríaco) aos americanos, mas, na verdade, era uma crítica a toda humanidade.
Devido a baixa popularidade, A Montanha dos Sete Abutres foi somente indicada ao Oscar de “Melhor Roteiro Original” (Billy Wilder, Lesser Samuels e Walter Newman) e não ganhou.

montanha01Créditos: DVD Beaver

Sabrina – Direção: Billy Wilder, 1954, EUA.
Sabrina era a filha sem graça e quase invisível do motorista da poderosa família Lirabee. Depois de alguns anos estudando em Paris, ela volta uma mulher sofisticada e logo chama a atenção dos dois irmãos que vivem na casa: Linus (Humphrey Bogart), um homem sério, sem tempo para romance, dedicado aos negócios familiares e David (William Holden), o playboy que adora se divertir.
O filme mostra um lado mais romântico de Billy Wilder e até do ator machão Humphrey Bogart, que nunca fora dado a sentimentalismos.
Sabrina ganhou o Oscar de “Melhor Figurino” para Edith Head (para saber mais sobre a figurinista veja aqui). Billy Wilder foi indicado a “Melhor Direção” e “Melhor Roteiro Adaptado”, junto a Samuel Taylor e Ernest Lehman.

sabrina03Créditos: Plano Sequência

O Pecado Mora ao Lado (“The Seven Year Itch”) – Direção: Billy Wilder, 1955, EUA.
Enquanto sua mulher viaja, Richard Sherman conhece a nova vizinha, uma modelo loira, interpretada por Marilyn Monroe. Os dois inciam um relacionamento amigável, mas ele está atormentado por fantasias maliciosas, tentando se controlar para se manter fiel.
A cena em que Marilyn para em cima do buraco do metrô se tornou inesquecível e imortalizou a atriz. A sequência foi filmada pela primeira vez em Nova Iorque, e uma multidão vibrava cada vez que era preciso repeti-la (diz-se que Marilyn não conseguia acertar suas falas). Entretanto, devido ao barulho feito pelos espectadores, a cena foi refilmada nos estúdios da FOX.
A imagem de divulgação do filme mostra o vestido de Marilyn subindo, e se tornou uma das mais famosas, entretanto, o filme há um corte que não revela o que há por baixo do vestido.
O Pecado Mora ao Lado foi o primeiro trabalho de Wilder na FOX, depois que ele deixou a Paramount.

Quanto Mais Quente Melhor (“Some Like It Hot”) – Direção: Billy Wilder, 1959, EUA.
Mais uma vez Billy Wilder dirigia Marilyn Monroe. Jack Lemmon e Tony Curtis interpretam dois músicos que, após testemunharem um assassinato cometido por gângsters perigosos, se disfarçam de mulheres e entram para uma banda feminina. Lá, eles conhecem a graciosa porém rebelde vocalista, interpretada por Marilyn. Ela desistiu de namorar músicos e quer encontrar um marido milionário, então Curtis se disfarça de herdeiro da Shell enquanto Lemmon tem que fugir das investidas de um milionário de verdade.
Billy Wilder foi indicado ao Oscar de “Melhor Direcão” e “Melhor Roteiro Adaptado” (juntamente com I.A.L. Diamond), dentre outras e o filme venceu na categoria “Melhor Figurino – preto e branco”.
Até hoje, é considerado uma das maiores comédias do cinema.

somelikeithot01Créditos: DVD Beaver

Se Meu Apartamento Falasse (“The Apartment”) – Direção: Billy Wilder, 1960, EUA.
Em Se Meu Apartamento Falasse, um homem solteiro, interpretado por Jack Lemmon, empresta seu apartamento para os chefes usarem com suas amantes, visando subir dentro da empresa em que trabalha. Até que um dia, ele se apaixona pela assessorista, que na verdade, é a amante do diretor da empresa.
Dez anos depois de ganhar o primeiro Oscar de “Melhor Direção”, Billy Wilder o ganhou novamente por essa comédia, meio dramática. Também ganhou “Melhor Roteiro Original”, junto a I.A.L. Diamond. O filme ainda levou “Melhor Direção de Arte – preto e branco”, “Melhor Edição” e “Melhor Filme”. Naquele ano, Alfred Hitchcock também concorria ao prêmio de “Melhor Direção” com o filme Psicose (“Psycho”).

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Psicose (“Psycho”) – Direção: Alfred Hitchcock, 1960, EUA.

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Edith Head – Oscars

Continuando o post sobre a figurinista Edith Head, vamos falar sobre os filmes que lhe renderam o Oscar.

Tarde Demais (“The Heiress”) – Direção: William Wyler, 1949, EUA.
Olivia Havilland interpreta Catherine, uma mulher muito rica, porém frágil, insegura e hostilizada pelo pai. Até que ela se apaixona por um homem. Mas o relacionamento fica ameaçado porque o pai acredita que ele só está interessado no dinheiro da família.
Edith Head fez os vestidos de época usados por Olivia Hailland, enquanto Gile Steele ficou encarregado das peças masculinas do filme.

 heiress01Créditos: DVD Beaver  theheiressCréditos: Anna-Lee

Sansão e Dalila (“Samson and Delilah”) – Direção: Cecil B. DeMille, 1949, EUA.

O filme é baseado na história bíblica “Sansão e Dalila”, já conhecida do público. Dalila seduz Sansão e consegue tirar suas forças ao cortar seus cabelos. O diretor, Cecil B. DeMille ficou famoso pelas suas obras épicas de grande exuberância. O figurino de Head não poderia ser diferente.

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Créditos: Vintage Style Files

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Créditos: Pretty Clever Films


A Malvada (“All About Eve”) – Direção: Joseph L. Mankiewicz, 1950, EUA.
Bette Davis interpreta a grande atriz Margo Channing, que se aproxima de Eve (Anne Baxter), aparentemente uma fã dedicada e inocente. Entretanto, Eve começa a se tornar uma ameaça, na medida em que ela parece querer mais do que apenas a amizade de Margo.
Edith Head ficou responsável apenas pelos figurinos usados pela atriz Bette Davis. Há uma lista de outros figurinistas que trabalharam no filme, embora somente Edith e Charles Le Maire apareçam nos créditos.evedvd
Créditos: DVD Beaver
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Créditos: Pretty Clever Films

Um Lugar ao Sol (“A Place in the Sun”) – Direção: George Stevens, 1951, EUA.
George Eastman (Montgomery Clift) é um jovem pobre com grandes ambições. Trabalhando na fábrica de seu tio rico, passa a se relacionar com uma operária, entretanto, algum tempo depois conhece uma socialite que pode aumentar suas chances de chegar ao poder.

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Créditos: Fan Pop

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Worn Through

 A Princesa e o Plebeu (“Roman Holiday”)– Direção: William Wyler, 1953, EUA.
Mais uma parceria de Edith com o diretor William Wyler. Audrey Hepburn é uma princesa que consegue ter um dia de uma garota normal quando conhece um repórter, vivido por Gregory Peck. Ele finge ser seu amigo para conseguir um furo de reportagem.
O filme fez de Audrey Hepburn uma estrela em Hollywood e o figurino ajudou.

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No vídeo abaixo, Edith Head fala sobre o trabalho:

 Sabrina – Direção, Billy Wilder, 1954, EUA.
No ano seguinte, Edith ganhou novamente o Oscar de Melhor Figurino por ter vestido Audrey Hepburn. Diz-se que a maioria dos vestidos usados pela atriz foram desenhados pelo estilista Hubert Givenchy. Entretanto, o figurino teria sido feito no  departamento de Edith na Paramount, e, ela não queria dividir seu espaço nos créditos com mais ninguém. Por isso, recebeu sozinha o prêmio e não mencionou o nome do estilista. Mais tarde, Givenchy faria uma das peças mais importantes de todo o cinema e que influencia a moda até hoje: o vestido preto usado por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (“Breakfast At Tiffany’s”).

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Créditos: Yahoo! Shine
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Créditos: Pretty Clever Films

O Jogo Proibido do Amor (“The Facts of Life”) – Direção: Melvin Frank, 1960, EUA.
Dois vizinhos que nunca se deram bem, acabam se apaixonando quando estão no meio das férias sem seus respectivos cônjuges. Edith Head fez apenas o figurino da atriz Lucille Ball de Eu Amo a Lucy (“I Love Lucy”).

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Créditos: Anna-Lee

Um Golpe de Mestre (“The Sting”) – Direção: George Roy Hill, 1973, EUA.
Robert Redford e Paul Newman se reúnem nesse filme como dois golpistas profissionais para aplicar o maior golpe de todos.

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Créditos: DVD Beaver
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Créditos: Anna-Lee